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RECONSTRUINDO O CARÁTER FERIDO

 

Atribui-se a D. L. Moody a seguinte afirmação: “O caráter é o que somos em meio da escuridão, quando ninguém está nos olhando” A frase é verdadeira e no mínimo, incomodativa, mas atire a primeira pedra quem nunca olhou, pensou, ouviu, manuseou ou caminhou num terreno nebuloso e escuro, quando estava fora das vistas daqueles que o conheciam (cônjuge, pastor, amigos, irmãos etc.)? De alguma forma, em menor ou maior medida, todos nós possuímos áreas obscuras. O salmista Davi nos diz: “Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas”.

Certo psicólogo disse que a pior nudez é a da alma! Tirar a roupa da alma talvez seja o maior de todos os desafios para um ser humano, inclusive o cristão. É muito difícil compartilhar com alguém alguns dos pensamentos ou sentimentos que guardamos lá no fundo da nossa memória, coisas que nos envergonham, nos entristecem, e que nos fazem temer que outros nos rejeitem se tomassem conhecimento de tais coisas.

Eu acredito que Deus quer nos dar um caráter saudável. De antemão, entendo um caráter sadio como a junção de duas virtudes: transparência e espírito quebrantado. A transparência nos leva a uma vida de verdade e santidade. O espírito quebrantado nos conduz ao arrependimento e à humildade. Jesus nos disse: “Portanto, cuidado para que a luz que está em seu interior não seja trevas” . Deus quer fazer a nossa luz brilhar, sem precisarmos guardar trevas dentro de nós. Paulo na sua última carta escrita antes de sua morte, apelou ao filho Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” . Duas palavras podem ser destacadas neste texto, na finalização desta introdução. A primeira é “procura”, que no grego spoudazo, significa, “emprenha-te, esforça-te, apressa-te”. Buscar um caráter aprovado deve ser uma prioridade do líder. Exigirá esforço e comprometimento. O segundo termo que destaco é “envergonhar”, que no grego quer dizer, “não ter motivos para envergonhar-se”. Como vimos um caráter adoecido pode ser um motivo de vergonha e tragédia no futuro.

De algum modo nosso destino está em nossas mãos. Ele poderá ser brilhante, se seguirmos o caminho eterno, mas poderá ser catastrófico, se trilharmos uma estrada de trevas. Salomão disse: “Saiba que a sabedoria também será boa para a sua alma; se você a encontrar, certamente haverá futuro para você, e a sua esperança não vai decepcioná-lo” . O existencialista Sartre teve razão quando disse: “O mais importante não é aquilo que fizeram de nós, mas o que faremos com aquilo que fizeram de nós”. Atribui-se a Charles Reade a seguinte afirmação, "Semeie um pensamento, e você colherá um ato. Semeie um ato, e você colherá um hábito. Semeie um hábito, e você colherá um caráter. Semeie um caráter, e você colherá um destino".

ALCIONE EMERICH

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EZEQUIEL 18 - OS MAUS-FEITOS DOS PAIS ATINGEM OS FILHOS?

 

O livro de Ezequiel foi escrito durante o cativeiro babilônico, este é o seu contexto histórico. No capítulo 18, o profeta Ezequiel está tratando da responsabilidade pessoal para com o pecado. Não reconhecendo seus delitos o povo passou a adotar uma posição “fatalista” frente à vida, alegando que o motivo de seu castigo foram as iniqüidades de Manassés e de outros reis que levaram a nação à idolatria. A abordagem negativa, por parte do profeta, para com essa lei da herança do mal, não visava a negar a sua realidade e, sim, corrigir certos abusos. 

Acerca disso, os Drs. Plumtre e William H. Brownlee emitem suas opiniões e fornecem-nos informações importantes do texto de Ezequiel 18: “Os homens encontravam nisso uma explicação para os seus sofrimentos, o que servia para lhes aliviar a consciência. Eles diziam que estavam sofrendo por causa dos pecados de seus pais, e não por causa de seus próprios pecados (Plumtre –“Jeremias”; Ellicott’s Bible Commentary, Nova York).”

“Na sociedade, isso parece uma máxima popular para acautelar os pais no tocante à sua conduta, a fim de não prejudicarem a geração seguinte. Todavia, Ezequiel não fez objeção a isso e, sim, ao uso perverso da mesma, mediante o qual um indivíduo chegava a inferir que se as gerações passadas eram tão iníquas quanto Ezequiel afirmava (2:3; 16:20, 23), então de nada adiantaria ele arrepender-se, a fim de evitar a condenação que o profeta tinha predito. Era como se eles estivessem argumentando: ‘De que adianta alguém arrepender-se? A nossa sorte já está selada, por causa de nossos antepassados.’ Foi contra tal noção que Ezequiel dirigiu uma longa argumentação (William H. Brownlee – Ezekiel 1-19, The Word Biblical Commentary).”

Além de combater esse “fatalismo teológico” presente na mentalidade do povo judeu que estava em cativeiro, o que Ezequiel quis também ensinar foi acerca da responsabilidade de cada um para com seus erros. 

A máxima do profeta é: A alma que pecar essa morrerá, ou seja, aquele que desobedecer ao Senhor sofrerá punição espiritual eterna por causa dos seus delitos. Sabemos também que, do ponto de vista bíblico, a culpa é pessoal. As Escrituras nos ensinam que o salário do pecado é a morte e, se atentarmos à mensagem do profeta, veremos que esta é a sua única ênfase dada quanto à conseqüência do pecado: a morte espiritual. Quando Ezequiel diz que, “o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho”, está querendo dizer que “o filho não sofrerá condenação de morte eterna por causa do pecado do pai e nem o pai sofrerá morte eterna por causa do pecado do filho”. Em outras palavras, cada um morrerá por seus pecados ou viverá por sua justiça. Portanto, não foi objetivo do profeta combater a concepção judaica da maldição familiar, e sim de enfatizar a responsabilidade espiritual que cada homem tem diante de Deus.

Alcione Emerich

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A DOR E A MUDANÇA

 

Normalmente, nós somente buscamos a ajuda de alguém diante de um sofrimento. Alguém só vai a um médico ou a um dentista, quando sente algum sintoma lhe incomodando, como uma dor de cabeça, uma febre, dor no estômago etc. Muitos até mesmo não buscam uma igreja apenas quando estão debaixo de grande angústia? Até os que se declaram ateus ou profundamente indiferentes à fé, diante da dor, acabam por buscar a ajuda de um pastor, padre ou mesmo Deus. A maioria de nós precisa de algum atrito ou desconforto para sair da zona de conforto. Enquanto estamos fazendo a coisa errada, e não sofremos por isso, permanecemos como estamos. O casamento aparentemente vai bem, os filhos também, a igreja cresce, há dinheiro suficiente, mas de repente, o “carro sai dos trilhos”. Começamos a sofrer. Alguma coisa não vai bem. A saúde não está como antes, o casamento parece estar morrendo, e assim nos mobilizamos em busca de socorro. Infelizmente, alguns só buscam ajuda quando as coisas chegaram num ponto insustentável. É a vida dizendo a eles: “Do jeito que você vai, não pode mais prosseguir. Terá de parar agora ou será parado em definitivo!”. Desejando ou não, a dor é um elemento poderoso e essencial para a mudança.

O sofrimento é profundamente pedagógico. Quer sempre nos ensinar algo. O sofrimento nos leva a perguntar: O que estou fazendo de errado? Por que minha saúde não vai bem? O que aconteceu com meu casamento? Por que meu filho se comporta desta forma? O sofrimento nos pára. Ele nos faz refletir em busca de uma resposta. De alguma forma o universo está nos reprovando e precisamos fazer esta reflexão. Repare nisto: se não fosse a dor, é possível que nós permanecêssemos ad infinitum no erro até uma completa destruição. Você permaneceria um péssimo pai, um cônjuge que não atende às necessidades do seu companheiro, um patrão insensível ou cuidando muito mal de sua saúde. Esta tomada de consciência é fundamental. Faça este exercício um tanto estranho: converse com a sua dor e se pergunte o que ela quer lhe ensinar. O seu sintoma pode estar falando com você e você não está entendendo. O Salmista conversou consigo mesmo quando disse: “Por que estás abatida ó minha alma? Por que te perturbas dentro em mim?” . A resposta veio em seguida: “Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxilio e Deus meu”.

Alcione Emerich

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LIBERTAÇÃO E SUA IMPORTÂNCIA

 

Com base na parábola citada por Jesus (Mateus 12:43-45), podemos dizer que a batalha espiritual concentra-se no confronto direto com as forças das trevas, mas quem lida com libertação concentra-se mais em “reformar a casa”. Tanto o ministério de libertação quanto o de cura visam tratar a casa, ou seja, a pessoa humana. O alvo é fechar as brechas que ainda possibilitam o retorno dos demônios expulsos.

“Substituindo essa analogia pela que foi usada pelo Senhor em sua parábola sobre o espírito que voltou, duas são as causas de perturbação numa casa. O problema pode estar na casa ou nos seus ocupantes. Reformar a primeira é uma operação demorada e fácil de ser compreendida e pode assemelhar-se a uma cura. A expulsão dos ocupantes perturbadores é uma tarefa mais simples e mais rápida. Embora a perturbação causada por cupins ou pela umidade nem sempre possa ser sanada imediatamente, a causada por ocupantes cessará desde o instante em que eles se mudarem. Essa analogia explica o que para algumas pessoas parece inexplicável, ou seja, os benefícios instantâneos do exorcismo e a sua diferença entre cura e libertação, que em geral são processos de que ele é simplesmente parte” (John Richards)

“Libertação e cura; é óbvio que esta é a sequência certa da ideia. Ser liberto é uma coisa: tornar-se são, readaptado, reabilitado, colocado num contexto certo dentro da sociedade, relacionar-se com homens e com Deus, e assim por diante, é ser curado. Ser simplesmente salvo do mal, poderia ser ‘como o homem da parábola’ cujo demônio o deixou vazio e foi buscar mais sete demônios invasores, tornando a situação oito vezes pior do que antes”

Alcione Emerich

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MUDANÇA SEM QUEBRANTAMENTO?

 

A linguagem bíblica para falar do quebrantamento da alma é a linguagem financeira. Jesus disse: “Bem-aventurados os pobres de espírito” e também a expressão “pregar boas novas aos quebrantados (heb. anav)” na profecia de Isaías , foi traduzida por Lucas como “evangelizar aos pobres” . O termo usado para “pobre” ou “quebrantado” no grego é ptochos, que na verdade significa alguém em completa miséria, um mendigo, um indigente. O termo “pobre” é uma amenização da tradução. Um ptochos seria um pedinte, um andarilho. Em suma, acredito que é o desejo de Deus que prosperemos em todas as áreas de nossa vida, com exceção de uma: nosso eu precisa falir! Um “eu” rico e prospero é a grande tragédia que um ser humano pode escolher para si. Daí advém a dureza.

Sempre digo que a maior dificuldade de Deus em lidar com o homem é a dureza de coração. Não há restrições em Deus para perdoar pecados, sejam eles quais forem. Principados também podem ser confrontados e expulsos. Pactos terríveis também podem ser quebrados, caso a pessoa queira. O sangue de Jesus pode cobrir todas estas coisas. Todavia, quando há dureza e orgulho, todas as portas se fecham. As possibilidades da cura e da libertação se interrompem. Como está escrito em Tiago, “Deus resiste aos soberbos” . Pergunto a você: qual foi a ultima vez que chorou por um pecado? Quando é que você respondeu ao apelo de um líder e foi ao altar da igreja buscando se humilhar buscando cura de Deus para a sua vida? Quando foi que confessou um pecado seu para alguém? Qual foi a ultima vez que recebeu um confronto e o acolheu? O fato é que muitas vezes o nosso coração está duro. Não nos ressentimos mais pelo pecado. Passamos a nos achar melhores do que os outros. Estamos como a igreja de Laodicéia, pensando que estamos ricos e abastados, sem necessidade de cousa alguma . Entretanto, a real situação nos é descrita em seguida por Deus, “...e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu”.

Podemos concluir dizendo que o quebrantamento de coração talvez seja o quesito mais importante nesta profecia. Sem quebrantamento nada acontecerá!

Alcione Emerich

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