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A MUDANÇA E A PERSEVERANÇA

 

Repare nesta passagem de Paulo aos cristãos de Roma: “Sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança” . Note que o caráter aprovado é antecedido pela virtude da perseverança. A seqüência é: tribulação, perseverança, caráter aprovado, e finalmente, esperança. Você quer um segredo para uma vida vitoriosa e com muitos frutos? Saiba aliar sofrimento com perseverança. Não fique pensando que os grandes empreendimentos, igrejas, ministérios, casamentos bem sucedidos etc., surgiram do nada, como uma dádiva do céu. Não! Para chegar num ponto de sucesso foi necessário enfrentar muitos “vales da sombra da morte”. Em minha opinião uma palavra pode resumir tal postura frente à vida: maturidade. Os maduros têm a virtude da perseverança, mas os imaturos desistem com extrema facilidade, ficando a pular de galho em galho, sem finalizar nada do que começaram. 

O caráter é forjado e restaurado na perseverança. Infelizmente muitos desistem rapidamente e voltam às práticas anteriores. Alguns não suportam o mínimo de frustração. Às vezes num culto fico observando o comportamento das pessoas. Quando um pregador não vai lá muito bem, geralmente não se passam nem dez minutos, e você já começa a ver pessoas se retirarem do templo. Elas se levantam de fininho e saem. É ai que vejo a falta de perseverança de alguns. Às vezes lá pelos vinte minutos Deus começa a agir de modo mais visível e faz coisas grandes e tremendas, no entanto, elas já se retiraram de cena. Não estão mais lá para ver o que Deus vai fazer. Não souberam aliar o mínimo de desconforto com perseverança. Alguém definiu maturidade como aquele indivíduo capaz de experimentar frustração tendo em vista um bem maior lá adiante. Querido leitor, na sua trajetória de vida, vá correndo, caminhando, se arrastando ou rolando, mas vá. Não pare! Jesus disse: “É na vossa perseverança que ganhareis as vossas almas” .

Nós vivemos na era das coisas rápidas e tornamo-nos impacientes com aquilo que toma tempo. Mas no campo do caráter toda paciência será necessária. Ninguém, consistentemente, muda da noite para o dia. Quando Esdras tratava da restauração do povo de Israel, ao observar a quantidade de coisas erradas, ele disse: “O povo é muito, e, sendo tempo de grandes chuvas, não podemos estar aqui de fora; e não é isto obra de um dia ou dois, pois somos muitos os que transgredimos nesta coisa.” . John Wooden disse: “Não procure por melhoras rápidas e grandiosas, busque a pequena melhoria, um dia de cada vez. É o único modo para que aconteça – e, quando acontece, dura” .

Alcione Emerich

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O QUE É CARÁTER? É o que somos quando estamos sozinhos!

 

Alguém afirmou: “Reputação é o que dirão de nós um dia em nosso enterro. Caráter é o que os anjos conversam a nosso respeito diante de Deus”. Devemos fazer esta distinção importante entre reputação e caráter. Todos nós temos um “eu social”, algo que expressamos para os outros, mas que por vezes não corresponde ao que somos por dentro. Isto pode ter a ver com nossa reputação. Brennan Manning escreveu um livro intitulado, “O impostor que vive em mim” , onde fala deste falso “eu” que muitas vezes tem ocupado o trono de nossas vidas, não nos permitindo expressar quem de fato somos em essência. Este impostor pode ter entrado em nós após algum trauma passado, como uma rejeição, por exemplo. Acabamos por viver um personagem, uma peça de teatro, mas não o que somos por dentro. Esforçamo-nos para agradar aos outros, quem sabe para compensar um vazio afetivo dentro de nós. Assim, podemos dizer que reputação é o que os outros pensam de nós, já o caráter é o que somos de fato. A reputação remete ao conceito de aparência, já o caráter fala da nossa essência. Reputação é o que somos por fora, caráter é o que somos por dentro. Já dizia o ditado: “Quem vê cara, não vê coração”. Mais importante do que termos uma boa reputação, é possuirmos um caráter saudável. Quando optamos em mascarar nossos problemas, crises ou pecados colocando um verniz espiritual, ou citando versículos bíblicos ou uma série de clichês gospels, podemos trilhar o caminho perigoso da hipocrisia, o que nos distanciará mais e mais de Deus e das amizades mais profundas. Lembre-se: Caráter é o que você é quando está sozinho.

Alcione Emerich

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QUANTO TEMPO PARA MUDAR?

 

William James dizia que o ser humano é uma “coleção de hábitos” . Quando avaliamos o processo de mudança do caráter descobrimos que ele se dará processualmente. É mais fácil aprender do que reaprender. É mais fácil educar um filho, do que depois ter de reeducá-lo. É mais fácil investir na construção de um casamento, do que depois ter de restaurá-lo. Reformas são sempre trabalhosas, mas são possíveis de serem feitas! O Salmista falando da restauração de Israel após o cativeiro, disse: “Os que com lágrimas semeiam, com júbilo ceifarão. Quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus feixes” . Se você quer os feixes de vitória numa área do seu caráter, será necessário investir nesta terra: semeando, andando e por vezes, chorando. O processo não é “romântico”, como alguém orar por você e dizer: “Receba o caráter!”. Não! Muita perseverança deverá estar envolvida neste processo.

Fico preocupando com encontros de um final de semana que prometem mudanças miraculosas e imediatas. A pessoa vai e chega dizendo: “Minha vida foi mudada! Nunca mais serei o mesmo!”. Mas o tempo se passa, e quando chega a hora do teste, o individuo não é maduro o suficiente para perseverar. São muitos os que retrocedem. Gary J. Oliver comenta que “muitas vezes diante de um amigo em crise, queremos resolver o problema o mais depressa possível. Seja por que nos sentimos incomodados ou porque o outro se mostra desinquieto, tentamos acelerar o processo e acabamos suturando um corte que não passou por uma boa assepsia” (grifos do autor). Andar com Deus não é apenas um encontro e nem um ato, mas um processo, uma jornada, em que “somos transformados de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor” .

Moisés passou os primeiros quarenta anos de sua vida no Egito, vivendo e sendo criado como um príncipe. Ele foi educado em toda a cultura e religião deste povo. Para prepará-lo para a obra que Deus queria em sua vida, foi preciso fazê-lo viver no deserto (literalmente) por quarenta anos. Moisés só iniciou o seu ministério aos oitenta anos de idade. Quem foi dizer a Faraó que soltasse o povo não foi um inexperiente pastor, mas sim um ancião já moldado pelo calor do deserto. Paulo também demorou quatorze anos, desde a sua conversão, para estar adequado para o ministério. O próprio Jesus só iniciou o seu chamado aos trinta anos. Até esta idade ele estava na companhia do pai aprendendo a carpintaria como um bom filho. Você deve lembrar-se também que foram necessários três anos de discipulado intenso para Jesus modificar o caráter dos seus discípulos. Nem todos perseveraram. Evidentemente, alguns querem ver o processo da mudança de Pedro, Tiago, João e dos demais apenas no Pentecoste, quando eles foram cheios do Espírito Santo. Nada mais longe da verdade. O ferro com o ferro trabalhou por longos três anos até que estiveram habilitados para serem os grandes lideres da igreja do primeiro século.

 

Alcione Emerich

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O QUE HERDAMOS DOS NOSSOS PAIS?

O apóstolo Pedro ensina-nos algo acerca do que temos chamado de “o legado de nossos pais”: “Sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram.” (1 Pedro 1:18). Primeiramente, qual é o sentido do termo “legado”? Esta palavra aparece no texto grego (patroparádotos) com os seguintes significados: “herdado do pai ou dos ancestrais, aquilo que é transmitido pelos pais, herdado”.8 O texto bíblico, então, deixa claro que os nossos pais (que quer dizer também ancestrais) doaram-nos uma herança espiritual, que se expressa por meio de um “fútil procedimento”. Embora a abordagem de Pedro tivesse mais um enfoque relativo à herança pecaminosa que recebemos deles, podemos, a título de reflexão, pensar nos outros tipos de herança que nossos pais nos legaram. A experiência humana nos tem levado a crer que nós, seres humanos, ao virmos a este mundo, recebemos pelo menos três heranças.

A primeira é a biológica. Na reprodução sexual, os componentes genéticos de cada um de nossos pais combinaram-se para formar a nossa estrutura genética. Em nossos cromossomos, vieram impressas as nossas características físicas. Desse modo, se você tem olhos pretos ou verdes, cabelos lisos ou encaracolados, se é alto ou baixo, e assim por diante, isso se deve à herança biológica que seus pais lhe legaram.

A segunda herança é a psicológica. A importância que se verifica no desenvolvimento sadio da personalidade infantil já é algo que se reconhece há muito tempo. Usualmente, em nossos dias, utiliza-se uma série de frases que nos esclarecem sobre a importância dos pais promoverem um bom ambiente para o crescimento emocional de seus filhos, por exemplo, “o pepino se torce de pequeno”, “pau que nasce torto, morre torto”, e outras mais. Vários pesquisadores, sobretudo os da área psicológica, vieram a compreender a importância dos primeiros anos para um ajustamento posterior. Alguns têm chamado essa herança psicológica de “hereditariedade social”. O nosso desenvolvimento psicológico é constantemente influenciado por forças do nosso ambiente. Se crescemos num lar disfuncional, a tendência é desenvolvermos sérias deficiências em nossa personalidade. Uma criança que cresce convivendo com pais que estão sempre se agredindo, seja com palavras ou fisicamente, onde também presencia cenas das mais terríveis, tende a assimilar insegurança, incerteza, medo, ódio e outras coisas ruins que perpassavam pela vida de seus pais. No entanto, num lar onde os pais se amam, se respeitam e também a seus filhos, isso será uma grande base para o ajustamento emocional dos filhos no futuro.

Até aqui, acredito que não tivemos grandes discordâncias em nosso raciocínio, pois abordei duas heranças que, mesmo do ponto de vista científico, são irrefutáveis. Só que a Bíblia ensina-nos acerca de uma outra herança que os cientistas não alcançaram: a herança espiritual. A questão é: se nossos pais nos influenciaram biologicamente, e ainda psicologicamente, por que não poderiam nos ter influenciado também espiritualmente? Eis a questão, e é aí que muitos “chiam”. A Bíblia tem duas palavras para nos ensinar sobre heranças espirituais: bênção e maldição. Quando nossos pais nos beneficiam espiritualmente, ela chama isso de “bênção”, quando nos trazem prejuízos espirituais, de “maldição”. Estas são terminologias bíblicas.

Alcione Emerich

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O PODER CURADOR DA GRAÇA

 

Conta-se que “a casa dos Habsburgos dominou o império Austro-Húngaro desde 1273, e a família foi um dos principais poderes políticos da Europa até a Grande Guerra de 1914-1918. O funeral do imperador Franz-Josef I da Áustria aconteceu em novembro de 1916. Foi o último dos grandiosos funerais imperiais a ser realizado.

Os Habsburgos estão sepultados na cripta da família, localizada no porão do mosteiro dos capuchinhos em Viena. No dia do funeral, toda a corte reuniu-se com vestes totalmente brancas, tendo os chapéus cobertos com plumas de avestruz. Uma banda militar executou melancólicos hinos fúnebres e uma antífona de Haydn. O cortejo abriu caminho, serpeando por escadas iluminadas com tochas flamejantes, carregando o caixão coberto com as cores imperiais, preto e dourado. Finalmente alcançou as grandes portas de ferro da cripta, atrás das quais estava o Cardeal-Arcebispo de Viena, juntamente com o seu séqüito de altos oficiais da igreja.
O oficial encarregado da procissão era o Mestre de Cerimônias da corte. Ao chegar à porta cerrada e bater com o cabo da espada cerimonial, ele estava seguindo uma cerimônia prescrita desde tempos imemoráveis.

- Abram! – ordenou ele.

- Quem vem lá? – entoou o Cardeal.

- Trazemos os restos de sua majestade imperial e apostólica, Franz-Josef I, pela graça de Deus imperador da Áustria, rei da Hungria, defensor da fé, príncipe da Boêmia-Morávia, Grão-Duque de Lombardia, Veneza, Estíria... – e assim por diante, desfiando os trinta e sete títulos do imperador.

- Não o conhecemos – respondeu o Cardeal, do outro lado da porta – Quem vem lá?

- Trazemos os restos de sua majestade Franz-Josef I, imperador da Áustria e rei da Hungria – esta forma bastante abreviada só era permitida nas mais difíceis emergências.

- Não o conhecemos – foi novamente a resposta do Cardeal.

- Quem vem lá?

- Trazemos o corpo de Franz-Josef, nosso irmão, pecador como todos nós!

Com isso as maciças portas abriram-se vagarosamente, e Franz Josef foi levado para dentro” (David Semands)

“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2:8-9)

Alcione Emerich

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