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EZEQUIEL 18 - OS MAUS-FEITOS DOS PAIS ATINGEM OS FILHOS?

 

O livro de Ezequiel foi escrito durante o cativeiro babilônico, este é o seu contexto histórico. No capítulo 18, o profeta Ezequiel está tratando da responsabilidade pessoal para com o pecado. Não reconhecendo seus delitos o povo passou a adotar uma posição “fatalista” frente à vida, alegando que o motivo de seu castigo foram as iniqüidades de Manassés e de outros reis que levaram a nação à idolatria. A abordagem negativa, por parte do profeta, para com essa lei da herança do mal, não visava a negar a sua realidade e, sim, corrigir certos abusos. 

Acerca disso, os Drs. Plumtre e William H. Brownlee emitem suas opiniões e fornecem-nos informações importantes do texto de Ezequiel 18: “Os homens encontravam nisso uma explicação para os seus sofrimentos, o que servia para lhes aliviar a consciência. Eles diziam que estavam sofrendo por causa dos pecados de seus pais, e não por causa de seus próprios pecados (Plumtre –“Jeremias”; Ellicott’s Bible Commentary, Nova York).”

“Na sociedade, isso parece uma máxima popular para acautelar os pais no tocante à sua conduta, a fim de não prejudicarem a geração seguinte. Todavia, Ezequiel não fez objeção a isso e, sim, ao uso perverso da mesma, mediante o qual um indivíduo chegava a inferir que se as gerações passadas eram tão iníquas quanto Ezequiel afirmava (2:3; 16:20, 23), então de nada adiantaria ele arrepender-se, a fim de evitar a condenação que o profeta tinha predito. Era como se eles estivessem argumentando: ‘De que adianta alguém arrepender-se? A nossa sorte já está selada, por causa de nossos antepassados.’ Foi contra tal noção que Ezequiel dirigiu uma longa argumentação (William H. Brownlee – Ezekiel 1-19, The Word Biblical Commentary).”

Além de combater esse “fatalismo teológico” presente na mentalidade do povo judeu que estava em cativeiro, o que Ezequiel quis também ensinar foi acerca da responsabilidade de cada um para com seus erros. 

A máxima do profeta é: A alma que pecar essa morrerá, ou seja, aquele que desobedecer ao Senhor sofrerá punição espiritual eterna por causa dos seus delitos. Sabemos também que, do ponto de vista bíblico, a culpa é pessoal. As Escrituras nos ensinam que o salário do pecado é a morte e, se atentarmos à mensagem do profeta, veremos que esta é a sua única ênfase dada quanto à conseqüência do pecado: a morte espiritual. Quando Ezequiel diz que, “o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho”, está querendo dizer que “o filho não sofrerá condenação de morte eterna por causa do pecado do pai e nem o pai sofrerá morte eterna por causa do pecado do filho”. Em outras palavras, cada um morrerá por seus pecados ou viverá por sua justiça. Portanto, não foi objetivo do profeta combater a concepção judaica da maldição familiar, e sim de enfatizar a responsabilidade espiritual que cada homem tem diante de Deus.

Alcione Emerich

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