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O PECADO DA DESONRA

“O filho sábio acolhe a instrução do pai, mas o zombador não ouve a sua repreensão” . É interessante que se observarmos a história de muitas pessoas feridas e fracassadas na vida, muitas vezes vamos encontrar na raiz do problema a questão da desonra aos pais. Não sei se posso generalizar, mas é incrível como a desonra aparece praticamente na origem de todos os problemas. Só no livro de provérbios há cerca de trinta referências falando da importância da honra aos pais e das conseqüências na vida de um filho quando isto não ocorre. Deus declarou ao povo de Israel: “Honra teu pai e tua mãe para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” . No livro de Deuteronômio esta mesma passagem é repetida . No Novo testamento Paulo reitera esta ordenança divina: “Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa) para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra” . No entanto Paulo também acrescenta, “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” . O grave problema é que muitos filhos foram feridos e provocados à ira por seus pais, e com base nisso, acabaram por desonrá-los. Muitos justificam sua desonra porque foram feridos.

É preciso que se faça uma diferenciação entre honra e obediência. A obediência é sempre condicional. Veja, “Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor...” . A obediência é no Senhor, ou seja, tem como base o mandamento divino. Se o pai ou a mãe pedem que o filho faça algo contrário à Palavra de Deus, este filho deve dizer educadamente que não o fará, pois “antes importa obedecer a Deus do que aos homens” . Porém, por causa disso, o filho não está autorizado a desonrar seus pais. A honra é um principio incondicional. Os textos que citamos anteriormente falam da honra como mandamento. Não há uma condição onde não devamos honrar. Honrar alguém é respeitar, reconhecer sua posição, autoridade e importância. Quem honra não desmerece, não afronta, nem mesmo enfrenta. Assim é dever dos filhos honrar seus pais independente de qualquer coisa.

O princípio da honra é inviolável. Precisamos entender que a honra deve-se à posição que certas pessoas ocupam sobre a nossa vida, independente de quem sejam ou de como se comportem. O respeito é à posição e não propriamente à pessoa; ou seja, devido ao lugar que ela ocupa em minha história, “devo a ela respeito”. No livro de Judas temos uma repreensão para aqueles que “rejeitam governos e difamam autoridades superiores” . É incrível que o próprio Judas use o exemplo de Miguel quando respeitou o próprio Satanás, na disputa do corpo de Moisés, devido à sua posição que aparentemente não perdeu após sua queda. Veja o texto: “Contudo, o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do corpo de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário, disse: O Senhor te repreenda” . A expressão “proferir juízo infamatório”, no grego quer dizer, “falar palavras de ofensa, caluniar, difamar, manchar o bom nome de alguém”. Impressiona que mesmo o diabo caído mereceu o respeito de um anjo que foi criado em posição inferior à dele. Com base nisso, Miguel sabiamente disse: “O Senhor mesmo vai tratar com você, diabo”. Lembrando que Judas usou este exemplo para falar de homens que “desprezam governos e difamam autoridades superiores”, conforme vimos no verso oito.

Um dos personagens na Bíblia que mais entendeu o princípio da honra foi Davi. É admirável como ele respeitou Saul, seu rei na época, que tentou por inúmeras vezes matá-lo. Saul sofria de um tipo de transtorno bipolar, onde ora se enfurecia, ora se acalmava, tomando consciência das bobagens que fazia. Numa ocasião, Davi teve a vida do rei em suas mãos para tirá-la. Seus homens disseram a ele: “Hoje é o dia em que o Senhor lhe entregou o teu inimigo” . Ele foi por trás e cortou um pedaço da roupa de Saul sem que ele percebesse, para dar-lhe a entender que poderia ter tirado a sua vida. Mas veja o que diz o texto em seguida: “Sucedeu, porém, que, depois sentiu Davi bater-lhe o coração, por ter cortado a orla do manto de Saul; e disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que faça tal cousa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele, pois é o ungido do Senhor” . Davi entendia que a posição de Saul deveria ser respeitada. A perseguição continuou e uma vez mais ele teve oportunidade de dar um fim ao seu problema, pois novamente o rei ficou em suas mãos. Entretanto, veja o que Davi disse a Abisai, um de seus soldados: “Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor, e fique inocente? Acrescentou Davi: Tão certo como vive o Senhor, este o ferirá, ou o seu dia chegará em que morra, ou em que, descendo à batalha, seja morto. O Senhor me guarde, de que eu estenda a mão contra o seu ungido; agora, porém, toma a lança que está à sua cabeceira, e a bilha da água, e vamo-nos” . Davi usou o mesmo princípio do arcanjo Miguel. Parafraseando: “O Senhor é quem vai tratar com Saul, não eu!”.

Alcione Emerich

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