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ABUSO ESPIRITUAL PARTE 2

Com base no livro “Feridos em nome de Deus”, aponto abaixo algumas características que perfazem o perfil de um abusador espiritual

Raramente o autor do abuso tem consciência ou intenção de ferir. Na maioria das vezes, essas pessoas são até ingênuas quanto ao mal que estão causando. Muitas vezes, ele acredita sinceramente no que está fazendo. Como Hitler. Ele estava imbuído de uma missão. Em suas relações pessoais, era afável, conversa mansa.

São possessivos e obsessivos. Enciumados, eles protegem sua esfera de controle, não importando quão pequena seja a influencia que exerce sobre o outro. Sair de baixo de sua tutela, não concordar com um de seus conselhos, é considerado um ato de rebelião. Quando está em posição de autoridade, não deixa que as pessoas tomem qualquer decisão sem sua aprovação. No fundo, pastores abusadores, se acham “donos do rebanho”.  Os dominadores consideram um ato de traição a atividade normal de um indivíduo no sentido de crescer na fé e, consequentemente, sair da sua tutela.

Egocêntrico. Ele tem um forte desejo de ser o líder do grupo. Tendem a afastar qualquer pessoa que possa ameaçar sua posição.

Necessidade de auto-afirmação. No fundo são líderes profundamente inseguros.

São narcisistas e megalomaníacos. Muitas vezes, esse líder está tão embevecido pela exuberância de suas Próprias palavras, envaidecido pelo seu próprio sucesso, que nem sequer nota que está ferindo os outros. É o líder auto-referenciado. É o narcisismo religioso. Ele diz: Sou o cara’ de Deus, a última cartada de Deus para este século”. Quando sentem que sua posição está ameaçada por algum pessoa, eles têm a tendência de se afastar dela.

Promovem a dependência emocional e espiritual. Osmar Ludovico lembra que, se esse conceito de responsabilidade for levado ao pé da letra, pela vida toda, o pastor pode ser tentado a criar mecanismos para que o rebanho seja sempre dependente e não se desenvolva. “Esse rebanho nunca vai poder crescer”. O abuso surge numa relação de muita dependência, na qual alguém que está, ou é muito carente, encontra alguém que tem muito a oferecer, e quando uma pessoa em grande dificuldade encontra outra que tem respostas”. Quando esta relação de codependencia se cristaliza, o processo de manipulação pode ter seu início, principalmente quando foi parar justamente nas mãos de um líder com tendência autoritária e legalista.” Eugene Peterson afirma que “o bom pastor é aquele que em determinado momento se torna desnecessário”.

Não reconhece seu limite de função e vocação. O pastor não é consultor financeiro, psicólogo, sexólogo. Não reconhece seu limite de função e vocação. O pastor não é consultor financeiro, psicólogo ou sexólogo. Entretanto, o abusador tem um eu por demais insuflado, e não costuma perceber suas limitações. É o "senso de divindade" do qual se vê embevecido.

 

ALCIONE EMERICH

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