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CARÁTER E O AMANHÃ

 

O tema caráter é um daqueles que mais tem me intrigado ultimamente. No meu livro anterior, onde falo da contaminação espiritual, através da religiosidade , descobri que este espírito pode roubar e matar a vitalidade de um cristão. Mas tudo indica que o problema do caráter é mais grave: se o mesmo estiver doente, dependendo do seu estágio de decomposição, ele pode nos destruir! Repito: o caráter deficiente pode arruinar o nosso futuro! O filósofo espanhol George Santayana disse: “Nosso caráter é um presságio de nosso destino, e quanto maior a integridade que temos e mantemos, mais fácil e nobre este destino tem probabilidade de ser”. O contrário é também uma verdade: quanto menos integridade tivermos, mais provavelmente nosso futuro será de dores.

Repare no que Paulo disse em sua carta aos romanos: “Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança” . Note a conexão que Paulo estabelece entre caráter aprovado e esperança. O fato é que esperança fala de expectativa, algo que se aguarda, aquilo que se espera ou deseja. Esperança fala do nosso futuro. De alguma forma, pelo nosso caráter podemos ter uma prospecção aproximada do nosso amanhã.

Alcione Emerich

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CARÁTER E CONVERSÃO

 

O texto mais polêmico quando falamos deste assunto está em 2 Coríntios 5:17, “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas”. Mencionei esta passagem no início deste livro, mas aqui podemos ampliar um pouco mais a discussão. Há que se interpretar este texto corretamente, do contrário, vamos permanecer numa eterna crise. Primeiramente, a grande ironia do texto, é o contexto em que ele aparece. Paulo está escrevendo à igreja mais problemática do Novo Testamente afirmando o novo nascimento do cristão. Mas a igreja de Corinto havia mesmo nascido de novo? Observando a vida deles, é possível afirmar que “as coisas antigas já passaram; eis que tudo novo se fez”? A igreja de Corinto tinha sérios problemas. Segue uma pequena relação: a igreja estava dividida, onde um grupo se dizia de Paulo, outro de Pedro, outro de Apolo e ainda outro apregoava fidelidade apenas a Cristo. Corinto estava divido em quatro partes! Paulo afirmava ainda que eles eram meninos e carnais . Se não bastassem tais coisas, a igreja também tinha problemas com imoralidade sexual , brigas judiciais entre irmãos , irreverência durante a ceia do Senhor, onde alguns até se embriagavam durante as refeições “cúlticas”, confusão na operação dos dons espirituais , e em várias passagens esta igreja demonstra dificuldades em aceitar o ministério de Paulo . Em suma: a congregação de Corinto era a igreja mais mau caráter do Novo Testamento! Mas não podemos esquecer que esta comunidade já havia nascido de novo e conhecido a Cristo. 

Alcione Emerich

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OS CRISTÃOS E OS DEMÔNIOS – Antigo Testamento

 

Vamos iniciar demonstrando a possibilidade do Diabo fazer alguns servos de Deus sucumbirem a um ataque, a partir dos nossos primeiros pais. Lemos em Gênesis 3, quando a serpente incitou externamente a Eva e depois a Adão, para que comecem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus havia determinado,“De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (2:16,17). A questão em si não era o fruto, mas sim a palavra de Deus, ou seja, a expressão de sua vontade. O pecado não foi terem comido o fruto, mas sim, terem desobedecido a ordem do Senhor. Vemos então, que o Diabo consegue atingir em cheio aos nossos primeiros pais. Um outro caso, foi o de Saul, o primeiro rei de Israel. Após ter entristecido o Espírito do Senhor, este retirou-se dele e então um espírito maligno passou a atormentá-lo (cf. I Sm 16:14) e chegando algumas vezes a possuí-lo (Cf. I Sm 18:10,11). É mais um exemplo de demonização. Temos também a história de Jó, o homem na Bíblia que em minha opinião padeceu da maior opressão espiritual descrita em todo texto sagrado. Jó foi abordado especificamente por Satanás embora isto tenha acontecido por uma permissão soberana de Deus. Ele foi tocado em seu corpo, família, bens, ou seja, em praticamente tudo quanto possuía. Há outras passagens no Antigo Testamento, onde percebemos outras alusões à opressão espiritual. O Salmista pede ao Senhor que lançasse luz em suas trevas (cf. Sl 18:28) e em outra ocasião ele pede para que Deus o tire da prisão espiritual (Cf. Sl 142:7), para que desse graças ao Senhor e conquistasse o respeito dos justos. Em último lugar, temos também uma passagem em Zacarias 3, onde vemos Satanás opor-se ao Sumo Sacerdote Josué.

Alcione Emerich

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LIBERTAÇÃO E CURA: FUNÇÕES DO PASTOREIO

 

Quando Jesus referiu-se aos falsos pastores de sua época, disse que eles não tinham cuidado com suas ovelhas (João 10:13) e por isso elas viviam como se não tivessem pastor, “e compadeceu-se deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor” (Marcos 6:34). Qual era o estado destas ovelhas nas mãos destes tipos de pastores descuidados? “Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam aflitas e exaustas, como ovelhas que não têm pastor” (Mateus 9:36). Quando não assumimos a real função do pastoreamento, tornamo-nos pastores de ovelhas cansadas, insatisfeitas, feridas e propensas a saírem do aprisco, ou seja, de nossas igrejas. 

Pastorear é cuidar, ensinar, edificar, exortar, fortalecer, curar e também libertar. Dentre todos estes itens, que compõe a atividade de um verdadeiro pastor, enfatizamos aqui neste livro a necessidade de um pastor ter conhecimentos nas áreas de libertação e cura interior ou aconselhamento. Mesmo que não vá atuar diretamente nestes campos, que saiba ao menos preparar ensinando outros para que possam estar assumindo esta função na igreja local. Eu às vezes tenho ficado assustado com o número de pessoas feridas, doentes e presas espiritualmente, presentes nas mais diferentes igrejas. Em alguns lugares, pra piorar, não há quase ninguém que entenda destes assuntos que temos aqui apontado. Que pena que muitos pastores não dão mais qualquer importância ao ministério de libertação e cura em suas igrejas, atividades estas que se constituíram de vital importância no ministério de Jesus. Veja o tão conhecido texto de Isaías 61, “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu, para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos, e a pôr em liberdade os algemados; a proclamar o ano aceitável do Senhor”. Infelizmente, o que alguns pastores sabem hoje apenas fazer é pregar o evangelho aos pobres, no entanto, depois que estes o aceitam, se convertem ao Senhor, desconhecem como cura-los de suas feridas interiores e também como tirar deles todas as ataduras espirituais que ainda os prendem. Aí está então o fracasso ministerial de muitos pastores. Acabam incorrendo na profecia de Jeremias, “Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”(6:14)

Alcione Emerich

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O QUE SIGNIFICA O TERMO "MALDIÇÃO"?

Existem cerca de seis palavras no hebraico para descrever tipos de maldições e quatro em grego. Mas aqui apenas nos deteremos a três palavras. A primeira delas é ALAH. Este vocábulo aparece cerca de 35 vezes no Antigo Testamento e sempre descreve uma maldição com origem na quebra da aliança com Deus. Veja algumas passagens.

No momento histórico de Deuteronômio 27 e 28, quando Deus realizou um pacto com o seu povo, ele adverte: “ninguém que, ouvindo as palavras desta maldição [ALAH], se abençoe no íntimo, dizendo: Terei paz, ainda que ande na perversidade do meu coração”; e, ainda diz mais: “O SENHOR o separará de todas as tribos de Israel para calamidade, segundo todas as maldições [ALAH] da aliança escrita neste livro da lei.” Também no livro de Daniel, quando ele se refere aos castigos do descumprimento da lei: “Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se, para não obedecer à tua voz; por isso, a maldição [ALAH] e as imprecações que estão escritas na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque temos pecado contra ti.” Em outras passagens o termo também é sempre usado com este sentido (Isaías 24:6; Jeremias 23:10; 42:18; 44:12). Podemos dizer , então, mais uma vez que ALAH é a expressão bíblica usada para descrever a maldição advinda da quebra da nossa aliança com Deus.

A Segunda palavra é QALAL. Este termo aparece cerca de 130 vezes no Antigo Testamento. O sentido básico de sua raiz quer dizer “diminuir”, “lidar desdenhosamente”, “ridicularizar”, “zombar”. Significa desejar a alguém uma posição inferior ou rebaixá-la de seu estado. O veículo que canalizará este tipo de maldição é a língua. Na antiguidade atribuía-se grande poder à palavra falada, e cria-se que zombar ou proferir uma sentença verbal negativa a qualquer pessoa podia realmente levantar ou provocar poderes destrutivos que iriam diminuir sua felicidade. Os pagãos achavam que podiam manipular os deuses através de suas palavras. É devido a isso que vemos Golias amaldiçoando a Davi (1Sm 17:43) e Balaão sendo chamado para amaldiçoar Israel (Nm 22:6). O salmista diz também que os inimigos estão constantemente proferindo maldições (Sl 62:4; 109:28). QALAL foi ainda usada para expressar o desprezo que Hagar tinha por Sara (Gn 16:4-5). No entanto, é bom que se frise o que está escrito em Provérbios: “Como o pássaro que foge, como a andorinha no seu vôo, assim, a maldição [QALAL] sem causa não cumpre.” Sendo assim, uma QALAL infundada não tem valor algum. Em síntese, esta palavra sempre aparece associado à idéia tradicional de “lançar uma praga”, “proferir uma maldição”, “verbalizar algo ruim contra uma pessoa ou objeto”. Seus efeitos podem ser trágicos e duradouros, do ponto de vista espiritual.

Em último lugar temos a palavra ‘ARAR. Neste exato momento, gostaria de chamar especialmente a sua atenção. Temos agora a palavra usada pelas Escrituras para descrever uma pessoa debaixo da maldição. Arar aparece cerca de 63 vezes no Antigo Testamento. Agora, preste atenção na análise da raiz deste termo, vista no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento, “Com base no acadiano ARÃRU, ‘capturar, prender’, e no substantivo IRRITU, ‘armadilha, funda’, Brichto, seguindo Speiser, apresenta a interpretação de que o hebraico Arar significa ‘prender (por encantamento), cercar com obstáculos, deixar sem forças para resistir’.” Eu fiquei impressionado quando descobri isto, pois é exatamente assim que a maldição atua sobre quem a possuiu: prende-a em uma área de sua vida 

Uma coisa é importante: as duas maldições anteriormente analisadas, Alah e Qalal, tão somente representam aspectos descritivos, ou seja, predizem o que poderá acontecer. Mas Arar é a maldição já acontecida, ou seja, concretizada. Arar é a condição a que se chegou depois que uma Qalal ou Alah foi movimentada contra alguém. Arar é o estado de amaldiçoado com todas as suas implicações. Por exemplo, vamos supor que no passado uma mãe, contrária ao casamento da filha, tenha dito que tal relacionamento não daria certo e que a filha iria chorar “lágrimas de sangue” com o esposo. O que essa mãe fez foi lançar uma Qalal. Quando, após algum tempo de casada, o marido de fato começar a dar um trabalho terrível e a filha padecer terrivelmente em suas mãos, ela estará sofrendo os reflexos de uma Arar, ou seja, a maldição cumprida.

Alcione Emerich

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